Why so distant?
My lungs are tight, willing to yell,
The cold is starting to surround me with quietness.
Why so distant?
Every time I look out to reach you, you stretch your arms,
Inviting hands.
I'm shivering with fear.
I shall feel everything.
Why so distant?
Is it part of my journey alone?
I dread loneliness, not being alone.
Let there be silence, let there be love.
All things below, all things above.
Why so absent?
Have you found another soul to embrace?
It's not yet that dark,
Nor as light as it could be.
Have you found another soul to be free?
My lungs are tight, willing to yell,
The cold is starting to surround me with quietness.
Why so distant?
Every time I look out to reach you, you turn around,
Inviting smile.
Rodrigo Aleixo
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terça-feira, 11 de março de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
Ficar de Pé
Pisava verde, passos doces; corria pra me encontrar.
O chão inclinava enquanto eu tentava descer; era como ter que virar o mundo de ponta-cabeça para poder ficar de pé.
Lembre-se, por você. Dizia sorrindo.
Por mim, então.
Meus pés doíam, mas eu não me importava.
Eu queria descer.
Esfreguei minha cara na terra, tirei os sapatos e fui escalando o chão, agora quase vertical.
Vou cair, me segura.
Não, não, não! Se ainda tem amor por mim, não leia o que eu escrevi.
Não.
Fui horrível. Fui víl. Te imploro.
Estou cercado de amor. Me segura.
Seguro. Não tenho que pedir explicações.
Te amo incondicionalmente. Me segura.
Seguro. Que vergonha que estou de você.
Me apoiei; afrouxou o cinto que me prendia à enorme bigorna de chumbo que eu carregava sem questionar.
Sem as toneladas que me puxavam, agora eu podia voar.
Rodrigo Aleixo
O chão inclinava enquanto eu tentava descer; era como ter que virar o mundo de ponta-cabeça para poder ficar de pé.
Lembre-se, por você. Dizia sorrindo.
Por mim, então.
Meus pés doíam, mas eu não me importava.
Eu queria descer.
Esfreguei minha cara na terra, tirei os sapatos e fui escalando o chão, agora quase vertical.
Vou cair, me segura.
Não, não, não! Se ainda tem amor por mim, não leia o que eu escrevi.
Não.
Fui horrível. Fui víl. Te imploro.
Estou cercado de amor. Me segura.
Seguro. Não tenho que pedir explicações.
Te amo incondicionalmente. Me segura.
Seguro. Que vergonha que estou de você.
Me apoiei; afrouxou o cinto que me prendia à enorme bigorna de chumbo que eu carregava sem questionar.
Sem as toneladas que me puxavam, agora eu podia voar.
Rodrigo Aleixo
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